Cherri, o poodle médio e escuro que o menino ganhou da irmã mais velha, era o cão mais livre da capital federal, quiçá da América Latina. Dono do seu destino, quando queria passear, o bicho arranhava a porta da cozinha do apartamento e aguardava que alguém a abrisse. Ele descia pelas escadas do terceiro andar, ganhava o pilotis e passeava sozinho pelos gramados da quadra, onde fazia a ronda para manter seu território, suas amizades e sua liderança pacífica. Satisfeito, trilhava o caminho inverso, arranhando novamente a porta, atrás de água, um pouco de comida, descanso e afeto. Uma vida completa. Naquela tarde nublada de domingo, porém, já escurecia, o programa dos Trapalhões chegava ao fim e o Cherri não apareceu. O menino de nove anos colocou o bamba e foi atrás do seu cachorro de cinco, sem avisar aos pais. Os pingos de chuva não chegavam a molhar, mas incomodavam. O final do domingo não era agradável nem naquela ép...
E os carrinhos de rolimã nas tesourinhas vazias de domingo?
ResponderExcluir.... nem precisava parar o trânsito: éramos nós os únicos usuários da via... e havia muita via vazia.
Excluir....cheia de alegria!!!
ExcluirEduardo construiu um carrinho de rolimã diferente: dois eixos e oito rodas... veloz como uma lança.
Excluir... sai daaa freeente!!
Delícia de cidade criança!
Era um exército de crianças em cada quadra. Mineiros, goianos, piauienses e americanos.
ExcluirMoi, que lindo, como pediatra, adorei a sua homenagem às nossas crianças! Voltei no tempo. Grande abraço do Carlinhos.
ResponderExcluirAquela praça de domingo em Itumbiara também tem muito o que contar.
ExcluirAinda pedalei muito numa W-3 Norte quase exclusiva aos domingos. Que delícia.
ResponderExcluirQue capacidade de evocar imagens Moisés... ou de imagens evocar palavras?...
ResponderExcluirObrigado, minha prima. É isso mesmo, as imagens surgem antes do pensamento. Como se fosse um álbum de fotografias. Manoel de Barros foi mestre nisso.
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